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GRAVIDEZ E MATERNIDADE

Parte 1 - Tentando ter um bebê



A gravidez é o estado pelo qual a mulher concretize seu desejo de ser mãe. É uma passagem por instâncias em que adquire uma nova dimensionalidade de seu próprio corpo, sua própria história.
Atualmente assistimos a múltiplas configurações familiares, que põem em evidência situações tais como a das mulheres que não desejam ser mães, de duas mulheres que querem ser mães de um mesmo filho (maternidade lésbica), mulheres que preferem um desenvolvimento profissional e protelam a maternidade, etc. Esse é um tema que levanta polêmica em amplos setores da sociedade.
Ainda assim, os avanços da ciência nos fazem enfrentar situações inimagináveis em outros tempos, pelas quais se pode chegar a ter um filho, por exemplo, por manipulações genéticas. Isso proporciona benefícios a muitas mulheres, mas também é motivo de debates éticos e científicos.
Porém, o que é a maternidade? O que significa desejar um filho?
Os mecanismos de desejo foram estudados por muitos autores. Sabe-se que o desejo se define por ser inconsciente, quer dizer, não tem um caráter voluntário, mas regido por leis próprias, estudadas pela Psicanálise. Consequentemente, “querer” um filho, “buscar” um filho, não basta para efetivar uma gravidez. Para que haja gravidez, é condição sine qua non que ela seja desejada.
A Psicopedagogia aborda os inícios da construção do desejo desde a matriz materna. Cada mulher, de acordo com seu percurso como mãe, vai estruturando uma rede complexa para a qual convergem várias dimensões que delinearão sua modalidade e objetos de desejo. Nessa complexidade, intervêm fatores hereditários, ambientais, vivências pessoais e sociais: isto é, sua própria história. A história de cada mulher, considerando caracteres transmitidos geneticamente mais experiências parento-filiais, familiares e sociais, tudo isso tecido segundo a singularidade individual, irá estruturar seus desejos. O desejo especialíssimo de ser mãe, por seu lado, encontra-se intimamente ligado a experiências com a própria mãe, tal como foi investigado por autores de prestígio como Maud Mannoni. 

Fonte: MORA, Estela. Psicopedagogia infanto-adolescente - Guia de orientação para pais e educadores. Vol 1. Cultural.



Gostaram? Tem muito mais, o livro é ótimo!

Beijosss!








2 comentários :

Vanessa disse...

Oi Kris, concordo com esse texto, chega uma fase da vida da gente que sentimos essa necessidade de ser mãe, pelo menos comigo foi assim... Eu tinha vontade demais só não tinha coragem.
E de surpresa eu descobri hj que to grávida. E to mega feliz.
Bj.

Anônimo disse...

Oi Kris, obrigada pela visita e por ter gostado do blog!! Ando meio desanimada com ele, mas espero logo voltar à ativa.
E boa sorte pra gente!
Bjão

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