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E a cegonha apareceu!!!

Finalmente voltei, e com ótimas notícias: meu positivo chegou!!!!
Uhullll!!! Hehehe

Faltando poucos dias para o aniversário de quatro anos do Léo, fiz um teste de farmácia, foi no dia 20/07, que deu negativo... Fiquei arrasada! Chorei, chorei, chorei... Não estava sentindo nada, a menstruação nem tinha atrasado ainda, mas fui lá e fiz o teste. Negativo.

Depois disso, me ocupei com a festa do Léo, que estava chegando e tinha ainda alguns detalhes para acertar. A festa foi exatamente no dia do aniversário dele, foi lindo, estava tudo como imaginamos, ele aproveitou bastante e eu fiquei um caco no fim do dia! Fomos dormir super tarde, o Léo naquela euforia querendo abrir todos os presentes... No dia seguinte, dia 24 de julho, um domingo, fomos em outra festinha de aniversário e, na volta, meu marido resolveu parar na farmácia para pegar outro teste, já que a menstruação estava "atrasada" dois dias. Agora, preciso explicar esse ATRASADA aí... Como eu sou to-tal-men-te desregulada por causa dos ovários policísticos, talvez esse atraso nem era atraso mesmo, ainda. Porque eu estava apenas no segundo mês de tratamento com metformina, então poderia ou não ter dado uma regulada no ciclo...
Enfim, pegamos o teste e fomos para casa. Chegando lá, fui correndo fazer. Fiz o xixi, coloquei o teste e fiquei esperando. E o marido lá, esperando e perguntando: -E daí, o que que deu? Já fez? Apareceu alguma coisa? Rsrsrs
Demorou um pouquinho e a segunda listra apareceu, bem clarinha.


Saí do banheiro e mostrei pro marido, meu em dúvida... Ele olhou, me abraçou e falou: -Ah, tem neném aqui!!!
Ficamos felizes e um pouco anestesiados... Resolvemos não contar para ninguém até fazer o exame de sangue, que fiz no dia seguinte.
Na segunda-feira de manhã fiquei tentando marcar consulta com o obstetra, ou pelo menos pegar uma guia para fazer o beta pela Unimed. Passei a manhã ligando e nada... Até que a secretária do médico que me atendia até então falou que uu podia passar pegar as guias de exames. Isso já era fim da manhã, me arrumei rapidinho, arrumei o Léo, peguei os pedidos de exame e já fui no laboratório tirar sangue. O resultado saía às 17 horas. À tarde fui na minha mãe, passeamos um pouco, tomamos chimarrão, conversamos bastante e, quando eram quase 17 horas, fui para casa. Logo saiu o resultado do exame de sangue, confirmando minha gravidez!!! Ahhh... como fiquei feliz! E um tiquinho preocupada, achei o valor muito baixo, 187... Mas arrumei o exame impresso junto com um body e dei pro papai quando ele chegou do trabalho:



Comemoramos novamente, ficamos alegres, nos abraçamos...
No dia seguinte eu fui consultar com uma médica que me indicaram como humanizada e adepta do parto normal. Mas como ela estava coma  agenda cheia, a secretária me deu a "dica" de ir no plantão dela que seria naquela noite. Fomos eu e marido. Esperamos bastante porque a médica estava terminando uma cesárea e ainda assistiu mais dois partos normais! Até chorinho de bebê eu ouvi esperando no corredor da maternidade... ♥
A médica foi super atenciosa, viu meus exames, me passou as vitaminas e me deu um pedido de ultrassom para ser feito dali uns dez dias e retornar no consultório dela para mostrar o exame e fazer minha carteirinha de pré-natal, que ela não tinha ali no hospital para me dar.

Até aí , tudo bem. Quer dizer, aparentemente tudo bem. Marquei o ultrassom para o dia 03 de agosto. Até chegar o dia do ultrassom, eu estava com um sentimento estranho. Um medo, uma apreensão, não sei explicar direito... Já tínhamos contado a notícia para os avós e para o Leonardo (depois posto como contamos!). Mas eu não conseguia sentir que estava tudo bem... Na noite anterior ao exame, mandei whats pra minha mãe rezar por mim, porque apesar de não ter motivo, eu estava muito aflita.

Não dormi quase nada durante a noite.

De manhã, acordei, tomei café, arrumei o Léo, fiz mamá pra ele, passei buscar meu marido no trabalho, deixamos o Léo com o vovô e fomos para o exame. Demorou até nos chamarem e eu extremamente nervosa. Entrei na sala de exames e primeiro fizeram o ultrassom na barriga. Enquanto fazia o exame, a médica foi perguntando a data da última menstruação, se eu já tinha filhos, se eu tinha feito o exame de sangue... Aí ela falou que pela barriga não dava para ver nada e que faria via vaginal. Até então eu estava achando normal, porque na gravidez do Léo foi exatamente assim. O terror começou na segunda parte do exame. Ela fez umas medições, bem rápidas, ovários, útero. Virou pra mim e falou: -Olha, pelo seu tempo de gestação (6 semanas), você já deveria apresentar embrião com batimentos cardíacos, e eu não visualizei nada. Você provavelmente teve uma perda. Eu te oriento a fazer um novo beta e ver o que pode ter acontecido.

O chão se abriu e parecia que eu tinha caído num buraco. Me vesti e fui esperar com meu marido o laudo médico. ele percebeu o quanto eu estava abalada e perguntou se não queria esperar no carro que ele pegava o laudo. Cheguei no carro e não me sentia. As lágrimas rolavam uma atrás da outra e parecia que meu peito ia explodir de tristeza... Logo meu marido veio com o laudo e fomos no laboratório repetir o exame. Tirei o sangue completamente sem esperança, na certeza de que daria mais baixo e de que logo eu iria começar a sangrar, afinal, a médica falou e escreveu no laudo que NÃO TINHA NADA no meu útero.

O resultado sairia às 16 horas. Fui trabalhar à tarde, triste, abatida, carregando um peso no coração... De tempo em tempo, abria o site do laboratório e o resultado acadou saindo bem antes, era umas 14:30 quando saiu. Abri a tela com o coração na boca! E o resultado era: BETA HCG 1330

Fiquei desesperada, tentei ligar pro meu marido, não dava certo, comecei a pesquisar na internet... Fiquei maluca. Suspeitei de gravidez ectópica, porque não tinha nada no útero mas meu ovário direito estava com um "cisto hemorrágico", segundo o laudo da médica que fez o ultrassom.

Fui no consultório da médica obstetra, tentei consultar no plantão (não deixaram porque só tinha clínico geral), tentei mostrar pro outro médico que eu ia e nada... Até que decidi chegar no plantão  da maternidade dizendo que era gestante (eu tinha um beta positivo!) e que estava com muuuuita dor (eu menti, mas foi por uma boa causa...). Na hora já fizeram minha fichinha e lá fui eu para o corredor da maternidade esperar novamente. A médica me atendeu, eu super chorosa, com os exames na mão, confusa, com medo... Ela olhou tudo, me examinou e me acalmou. Me explicou que poderia ter uma confusão de datas. que a gestação poderia ser muito mais recente do que imaginávamos, que o cisto era normal porque eu tinha ovulado e que era assim mesmo, fica uma bagunça ali no ovário... Também falou que era pouco provável ser uma gravidez ectópica, porque eu não sentia dor. Me orientou a repetiu o beta dali dois dias e fazer outro ultrassom, mas em outra clínica.

Fui para casa mais calma, mas extremamente sensível, chorosa, irritada, nervosa. Esse dois dias foram terríveis... Oscilava entre a total confiança e a completa desesperança... Chegou a sexta-feira e eu fui novamente tirar sangue antes do meu marido sair para trabalhar. O resultado saiu no final da manhã e, apesar de não ter dobrado, tinha subido um pouco, tinha dado 1600. Ainda achava que poderia ser ectópica. À tarde não fui trabalhar e fui fazer o ultrassom. Rezei tanto, tanto, tanto, pedi muuuuuito para Nossa Senhora segurar na minha mão, para Jesus tocar meu ventre e o Espírito Santo conduzir as mãos do médico que faria o exame. 
Entrei na sala muito nervosa, rezando o tempo todo. Menti que não sabia a data da última menstruação, não queria que isso interferisse no exame. Na primeira parte, pela barriga, não deu para visualizar nada. Na transvaginal, o médico foi muito detalhista, paciencioso, procurou muito bem e... ACHOU!!!!!!!!! Tinha um minúsculo saquinho gestacional, de 5 mm, dentro do útero! O médico disse que aparentava ser uma gestação muito inicial e que estava tudo bem, devendo repetir o exame dali quinze dias para observar a evolução da gestação.

Fiquei tão aliviada e agradecida a Deus por ter conseguido ver meu cisquinho de gente ali, tão pequeninho, mas mostrando para a mamãe que existia, sim.

Agora estou no aguardo do novo ultrassom, confiante de que vou ver um embriãozinho e, talvez, até ouvir o seu coraçãozinho!

Estou tomado ácido fólico, vitamina D e usando o Utrogestan via vaginal uma vez ao dia. Quinta-feira tenho consultinha pré-natal  e finalmente vou ganhar minha carteirinha de gestante!



YES, NÓS TEMOS DOULA!!!

Dia desses vi uma moça perguntando num grupo do face que eu participo só de mamães da minha cidade, se alguém conhecia uma doula aqui... Eu comentei que também gostaria de saber. Já estávamos desanimadas, achando que isso não é coisa de cidade pequena quando descobrimos, que sim, NÓS TEMOS DOULA aqui na nossa cidadezinha de menos de 200 mil habitantes!!!! Uhuuuuuuu!!!!!!!! #todascomemora!!!!! rsrsrs
Conversei com a moça pelo face mesmo, e descobri que ela é fisioterapeuta obstétrica e ♥♥♥doula♥♥♥.... Ela é um amor, respondeu minhas perguntas, contou sobre seu trabalho e ficou à disposição para o que eu precisar. Amey. De cara. hehe... Alguém aqui duvida como será meu próximo parto?
Mas, afinal... você sabe o que é uma DOULA?



O que significa "doula"
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.

O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
  • diminuir em 50% as taxas de cesárea
  • diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
  • diminuir em 60% os pedidos de anestesia
  • diminuir em 40% o uso da oxitocina
  • diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

Essas informações eu retirei do site http://www.doulas.com.br/ e lá tem mais assuntos interessantes para se pesquisar.


A descoberta

Oi, meninas! Obrigada pelo carinho e os recadinhos, Lilian, Suzala e amiga do "Doce Espera"!
Então hoje vou contar como desconfiamos de que esse mês tinha algo de diferente no meu super desregulado ciclo.
No dia da minha consulta com Dra. Endocrinologista (18.11), comentei que estava atrasada e ela falou que era normal, que o hipotireoidismo tanto pode adiantar quanto atrasar a "visita". Então tá...
Alguns dias depois, nada de vir, fiz um teste de farmácia, que deu negativo. E aquele pressentimento no coração..... Dois dias depois, fiz outro teste, que deixou dúvidas. Não apareceu a segunda listrinha, mas quaaaaaase, sabe? Fiquei com a pulga atrás da orelha, e o marido falando que não era nada..... Então tá.....
Na sexta passada (25.11), fui com o João na reconsulta dele na cidade onde mora minha cunhada. À noite saímos pra jantar. E o que euzinha aqui só queria saber de comer? Pepino azedo!!
No domingo antes de dormir, eu com aquela fome, fui lá cortei um tomate, temperei com bastante azeite de oliva, sal, vinagre e shoyu, e mandei ver!!! Aí comecei a achar estranho....... Seios doloridos + cólicas estranhas + ausência de menstruação + vontade de azedo + teste de farmácia duvidoso = DÚVIDAS, MUITAS DÚVIDAS!!!!!
Mas a Dra. falou que era normal...... Então eu estava esperando...... Até que na terça-feira (29.11), antes de ir para o trabalho, o João parou na frente do laboratório, colocou o dinheiro na minha mão e falou: Vai lá e faz esse exame HOJE! E eu fui. Durante a manhã tentei ver o resultado pela internet, mas o acesso ao site do laboratório é bloqueado onde trabalho! Humpfff.... Ficaria pronto às 13:30, mas como eu tinha que voltar trabalhar às 13, fui às 13:15 buscar o resultado, que não estava pronto. Fui trabalhar com aquele comichão!!!! Não me concentrava em nada! Até que, lá pelas 15h, pedi o notebook de uma amiga emprestado (que tinha internet) e abri o site do laboratório. E eis que vejo:


Meu coração acelerou, fiquei boba, não sabia o que fazer!!!!! Não acreditava no que estava vendo.... E não queria falar nada pra ninguém antes de falar com o João!
Logo depois "tive" que dar uma saidinha pra fazer umas impressões na rua e "aproveitei" pra pegar o exame no laboratório. Mesmo sabendo o que tava escrito ali, me emocionei denovo de ver aquele papelzinho que iria mudar a minha vida para sempre!

Acho que hoje vou parando por aqui, mas ainda quero contar como dei a notícia para o futuro papai e a família toda depois!

Bjinhos!
Boa semana a todas!!
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