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Não sei nem como começar esse post... A verdade é que eu tinha imaginado que seria diferente do que aconteceu, mas Deus sabe de todas as coisas e talvez um dia eu compreenda os motivos pelos quais atravessei esse tempo difícil.
Depois de quinze dias, fui repetir o ultrassom conforme orientação do médico. Meu marido foi junto e eu estava muito feliz por finalmente poder ver meu pequeno bebê. Porém o médico não conseguiu novamente visualizar o embrião. Tinha apenas um saco gestacional com vesícula vitelina, medindo19 mm. O médico falou que aparentemente a gestação não estava evoluindo como deveria e que, para um diagnóstico correto, deveria esperar mais uma semana para refazer novamente o exame. Que tortura... Essa espera é a pior coisa que existe... Saí da clínica muito triste...
Passei as imagens e o laudo pelo whatsapp pra minha médica obstetra e ela disse que não tinha mesmo o que fazer nesse caso, que teríamos que ter fé e confiar.
Nessa semana que antecedeu o exame, decidi que ia aproveitar a gravidez, independente do desfecho que ela tivesse. Rezei muito, agradeci a Deus por ter me confiado um pequeno ser, que talvez não se desenvolvesse, mas que foi muito desejado e amado desde o primeiro momento. Conversei muito com aquela "alma" que havia me escolhido, agradeci e abençoei, disse em pensamento muitas vezes que o amava, que talvez não nos conhecêssemos, mas que jamais seria esquecido. Fui uma semana de despedida e preparação para momentos dolorosos... Porque minha intuição já tinha me alertado desde o início que algo não estava bem.
O exame seria na quarta-feira. No domingo de manhã, tive um sangramento tipo borra de café, bem escuro. Fiquei triste, mas não me desesperei. pedi conselho para meu cunhado obstetra e voltei a usar o Utrogestan.
No dia do exame, não quis que meu marido fosse junto. Senti que precisava estar sozinha para receber a notícia, não queria ter que lidar com a dor de outra pessoa nesse momento. Foi egoísta, eu sei. Mas foi assim que senti que deveria ser.
Esperei bastante, rezando e pedindo calma e serenidade a todo momento. Enfim, fui chamada. Eu tinha pedido para marcarem o exame com um outro médico, que além de ultrassonografista também é obstetra, extremamente humanizado. Eu sabia que ele escolheria bem como me falar o que deveria ser dito. Ele começou o exame e logo me falou: "-Infelizmente sua gestação não evoluiu. Você lembra do último exame? Que tinha uma bolinha, bem redondinha? Veja hoje, como está... Está irregular, "enrugadinha"... Consegue perceber?" Eu só mexia a cabeça... E ele continuou: "-Eu imagino que não deve ser fácil, mas saiba que isso pode acontecer, geralmente é uma seleção natural do próprio organismo, eliminando um feto que poderia ter alguma má formação..." Enfim... falou muitas coisas, mas eu só registrei isso. Pediu pra eu levar o exame na minha médica e decidir com ela o que faríamos. Aguardei o laudo ficar pronto e fui para o carro. Chorei tanto... Uma dor inexplicável... Li no laudo que estava com várias áreas de descolamento e o diagnóstico era "aborto retido". Fui para casa e fiquei ali, quietinha, querendo me enfiar num casulo. Mandei mensagem para meu marido contando e pra minha mãe, pedindo que pegasse o Léo na escola.
No dia seguinte, tinha consulta com minha médica. Ela é um doce de pessoa, me passou muita segurança e disse que a melhor opção seria a curetagem. Confesso que, antes da consulta, eu estava com medo de fazer o procedimento, mas a médica me explicou tudo tão bem, que saí decidida a fazer. Ela me orientou quanto ao jejum, internamento e tudo mais. Saí com os papéis e com a curetagem marcada para o dia seguinte às 7 h. Ainda consegui ir comprar um pijaminha novo, absorventes e fazer a unha do pé. Ainda não tinha caído a ficha...

Continua.

5 semanas do baby#2

5 semanas de gestação

Seu bebê na 5ª semana de gravidez

Com 1,27 a 2,54 mm, o bebê é do tamanho de uma pequena semente de laranja.

Tubulação instalada

A placenta e os primórdios do cordão umbilical já estão trabalhando duro para passar nutrientes essenciais do seu corpo para o seu bebê. Oxigênio, aminoácidos, gorduras e açúcares, todos desempenham um papel vital no desenvolvimento saudável. 

O básico das costas

Algumas das células do bebê estão se desenvolvendo no tubo neural, que se tornará a medula espinhal e o cérebro. Um tubo neural formado incorretamente pode resultar em uma complicação chamada espinha bífida, na qual a medula espinhal não se fecha por completo. Tomar pelo menos 400 mg de ácido fólico todos os dias é a melhor arma contra defeitos congênitos relacionados à medula espinhal.

Começa o coração

O coração é agora um único tubo com algumas batidas descoordenadas. Essas pancadas se tornarão mais regulares com o passar de cada semana. 

Sua gravidez na 5ª semana

Um oceano de emoções

Você pode ficar emocionada por estar grávida, ansiosa sobre se tudo vai correr normalmente, preocupada ou insegura de si mesma como mãe. Não se preocupe! Todos essas emoções são perfeitamente normais. Isso é verdade! Ando numa choradeira só... Tudo me emociona, ou irrita! Coitado do marido...

Manuseie com cuidado

Cólicas semelhantes às menstruais e dores na parte inferior das costas são comuns nesta fase. Sim! Senti mais cólicas nas três primeiras semanas, desde que iniciei o Utrogestan, não tive mais. Descanse com uma imersão em um banho quente, ouvindo uma música suave ou tirando uma soneca. Rsrsrsrs... Missão quase impossível... Fique de olho em sua alimentação e, se você ainda não parou de fumar, beber álcool ou usar drogas, pare, pois –isso pode ser prejudicial para o seu bebê. Tenho me esforçado para comer saudavelmente, mas umas escapadas acontecem, com certeza!

Você sabia?

O cérebro do bebê está se desenvolvendo rapidamente e uma estrutura semelhante a um tubo, que se tornará o coração, começa a bater ocasionalmente. 

Minhas considerações:
Tenho me sentido beeemmm cansada, no fim do dia então... Deito na cama e desmaio! Proporcionalmente ao cansaço, a fome também aumentou. Me sinto insegura em alguns momentos, ansiosa para o próximo ultrassom e tranquila em outros. O jeito é acalmar o coração e esperar...

E a cegonha apareceu!!!

Finalmente voltei, e com ótimas notícias: meu positivo chegou!!!!
Uhullll!!! Hehehe

Faltando poucos dias para o aniversário de quatro anos do Léo, fiz um teste de farmácia, foi no dia 20/07, que deu negativo... Fiquei arrasada! Chorei, chorei, chorei... Não estava sentindo nada, a menstruação nem tinha atrasado ainda, mas fui lá e fiz o teste. Negativo.

Depois disso, me ocupei com a festa do Léo, que estava chegando e tinha ainda alguns detalhes para acertar. A festa foi exatamente no dia do aniversário dele, foi lindo, estava tudo como imaginamos, ele aproveitou bastante e eu fiquei um caco no fim do dia! Fomos dormir super tarde, o Léo naquela euforia querendo abrir todos os presentes... No dia seguinte, dia 24 de julho, um domingo, fomos em outra festinha de aniversário e, na volta, meu marido resolveu parar na farmácia para pegar outro teste, já que a menstruação estava "atrasada" dois dias. Agora, preciso explicar esse ATRASADA aí... Como eu sou to-tal-men-te desregulada por causa dos ovários policísticos, talvez esse atraso nem era atraso mesmo, ainda. Porque eu estava apenas no segundo mês de tratamento com metformina, então poderia ou não ter dado uma regulada no ciclo...
Enfim, pegamos o teste e fomos para casa. Chegando lá, fui correndo fazer. Fiz o xixi, coloquei o teste e fiquei esperando. E o marido lá, esperando e perguntando: -E daí, o que que deu? Já fez? Apareceu alguma coisa? Rsrsrs
Demorou um pouquinho e a segunda listra apareceu, bem clarinha.


Saí do banheiro e mostrei pro marido, meu em dúvida... Ele olhou, me abraçou e falou: -Ah, tem neném aqui!!!
Ficamos felizes e um pouco anestesiados... Resolvemos não contar para ninguém até fazer o exame de sangue, que fiz no dia seguinte.
Na segunda-feira de manhã fiquei tentando marcar consulta com o obstetra, ou pelo menos pegar uma guia para fazer o beta pela Unimed. Passei a manhã ligando e nada... Até que a secretária do médico que me atendia até então falou que uu podia passar pegar as guias de exames. Isso já era fim da manhã, me arrumei rapidinho, arrumei o Léo, peguei os pedidos de exame e já fui no laboratório tirar sangue. O resultado saía às 17 horas. À tarde fui na minha mãe, passeamos um pouco, tomamos chimarrão, conversamos bastante e, quando eram quase 17 horas, fui para casa. Logo saiu o resultado do exame de sangue, confirmando minha gravidez!!! Ahhh... como fiquei feliz! E um tiquinho preocupada, achei o valor muito baixo, 187... Mas arrumei o exame impresso junto com um body e dei pro papai quando ele chegou do trabalho:



Comemoramos novamente, ficamos alegres, nos abraçamos...
No dia seguinte eu fui consultar com uma médica que me indicaram como humanizada e adepta do parto normal. Mas como ela estava coma  agenda cheia, a secretária me deu a "dica" de ir no plantão dela que seria naquela noite. Fomos eu e marido. Esperamos bastante porque a médica estava terminando uma cesárea e ainda assistiu mais dois partos normais! Até chorinho de bebê eu ouvi esperando no corredor da maternidade... ♥
A médica foi super atenciosa, viu meus exames, me passou as vitaminas e me deu um pedido de ultrassom para ser feito dali uns dez dias e retornar no consultório dela para mostrar o exame e fazer minha carteirinha de pré-natal, que ela não tinha ali no hospital para me dar.

Até aí , tudo bem. Quer dizer, aparentemente tudo bem. Marquei o ultrassom para o dia 03 de agosto. Até chegar o dia do ultrassom, eu estava com um sentimento estranho. Um medo, uma apreensão, não sei explicar direito... Já tínhamos contado a notícia para os avós e para o Leonardo (depois posto como contamos!). Mas eu não conseguia sentir que estava tudo bem... Na noite anterior ao exame, mandei whats pra minha mãe rezar por mim, porque apesar de não ter motivo, eu estava muito aflita.

Não dormi quase nada durante a noite.

De manhã, acordei, tomei café, arrumei o Léo, fiz mamá pra ele, passei buscar meu marido no trabalho, deixamos o Léo com o vovô e fomos para o exame. Demorou até nos chamarem e eu extremamente nervosa. Entrei na sala de exames e primeiro fizeram o ultrassom na barriga. Enquanto fazia o exame, a médica foi perguntando a data da última menstruação, se eu já tinha filhos, se eu tinha feito o exame de sangue... Aí ela falou que pela barriga não dava para ver nada e que faria via vaginal. Até então eu estava achando normal, porque na gravidez do Léo foi exatamente assim. O terror começou na segunda parte do exame. Ela fez umas medições, bem rápidas, ovários, útero. Virou pra mim e falou: -Olha, pelo seu tempo de gestação (6 semanas), você já deveria apresentar embrião com batimentos cardíacos, e eu não visualizei nada. Você provavelmente teve uma perda. Eu te oriento a fazer um novo beta e ver o que pode ter acontecido.

O chão se abriu e parecia que eu tinha caído num buraco. Me vesti e fui esperar com meu marido o laudo médico. ele percebeu o quanto eu estava abalada e perguntou se não queria esperar no carro que ele pegava o laudo. Cheguei no carro e não me sentia. As lágrimas rolavam uma atrás da outra e parecia que meu peito ia explodir de tristeza... Logo meu marido veio com o laudo e fomos no laboratório repetir o exame. Tirei o sangue completamente sem esperança, na certeza de que daria mais baixo e de que logo eu iria começar a sangrar, afinal, a médica falou e escreveu no laudo que NÃO TINHA NADA no meu útero.

O resultado sairia às 16 horas. Fui trabalhar à tarde, triste, abatida, carregando um peso no coração... De tempo em tempo, abria o site do laboratório e o resultado acadou saindo bem antes, era umas 14:30 quando saiu. Abri a tela com o coração na boca! E o resultado era: BETA HCG 1330

Fiquei desesperada, tentei ligar pro meu marido, não dava certo, comecei a pesquisar na internet... Fiquei maluca. Suspeitei de gravidez ectópica, porque não tinha nada no útero mas meu ovário direito estava com um "cisto hemorrágico", segundo o laudo da médica que fez o ultrassom.

Fui no consultório da médica obstetra, tentei consultar no plantão (não deixaram porque só tinha clínico geral), tentei mostrar pro outro médico que eu ia e nada... Até que decidi chegar no plantão  da maternidade dizendo que era gestante (eu tinha um beta positivo!) e que estava com muuuuita dor (eu menti, mas foi por uma boa causa...). Na hora já fizeram minha fichinha e lá fui eu para o corredor da maternidade esperar novamente. A médica me atendeu, eu super chorosa, com os exames na mão, confusa, com medo... Ela olhou tudo, me examinou e me acalmou. Me explicou que poderia ter uma confusão de datas. que a gestação poderia ser muito mais recente do que imaginávamos, que o cisto era normal porque eu tinha ovulado e que era assim mesmo, fica uma bagunça ali no ovário... Também falou que era pouco provável ser uma gravidez ectópica, porque eu não sentia dor. Me orientou a repetiu o beta dali dois dias e fazer outro ultrassom, mas em outra clínica.

Fui para casa mais calma, mas extremamente sensível, chorosa, irritada, nervosa. Esse dois dias foram terríveis... Oscilava entre a total confiança e a completa desesperança... Chegou a sexta-feira e eu fui novamente tirar sangue antes do meu marido sair para trabalhar. O resultado saiu no final da manhã e, apesar de não ter dobrado, tinha subido um pouco, tinha dado 1600. Ainda achava que poderia ser ectópica. À tarde não fui trabalhar e fui fazer o ultrassom. Rezei tanto, tanto, tanto, pedi muuuuuito para Nossa Senhora segurar na minha mão, para Jesus tocar meu ventre e o Espírito Santo conduzir as mãos do médico que faria o exame. 
Entrei na sala muito nervosa, rezando o tempo todo. Menti que não sabia a data da última menstruação, não queria que isso interferisse no exame. Na primeira parte, pela barriga, não deu para visualizar nada. Na transvaginal, o médico foi muito detalhista, paciencioso, procurou muito bem e... ACHOU!!!!!!!!! Tinha um minúsculo saquinho gestacional, de 5 mm, dentro do útero! O médico disse que aparentava ser uma gestação muito inicial e que estava tudo bem, devendo repetir o exame dali quinze dias para observar a evolução da gestação.

Fiquei tão aliviada e agradecida a Deus por ter conseguido ver meu cisquinho de gente ali, tão pequeninho, mas mostrando para a mamãe que existia, sim.

Agora estou no aguardo do novo ultrassom, confiante de que vou ver um embriãozinho e, talvez, até ouvir o seu coraçãozinho!

Estou tomado ácido fólico, vitamina D e usando o Utrogestan via vaginal uma vez ao dia. Quinta-feira tenho consultinha pré-natal  e finalmente vou ganhar minha carteirinha de gestante!



Nova rotina e vida de tentante

Finalmente tomei coragem e amanhã vou entrar com meu pedido de licença sem vencimento (sem $$$) do período da manhã! Isso é muito libertador para mim, porque hoje fiz um retrospecto da minha vida desde que o Leo nasceu e me dei conta de que nunca consegui vivenciar minha maternidade plenamente. Sempre envolta em questões profissionais, nunca pude me permitir ser MÃE, cuidar da minha cria do jeito que eu acho que tem que ser. Amadureci em mim essa nova realidade que terei daqui para a frente, principalmente no quesito financeiro, porque vou ser sincera, ficar sem metade do salário é bravo, mas vou priorizar as coisas e aproveitar o lado bom da maternidade com eu filhote! A felicidade não é feita de dinheiro!

Finalmente vou me dedicar a ele e, assim, sentir menos culpa quando o(a) segundinho(a) vier. Por falar nisso, sou tentante oficial, com autorização e colaboração (eeeeeeee!!!!!) do marido desde setembro/2015.

Achei que seria mais fácil, mas tenho tido umas amenorreias que me dificultam saber meu período fértil... Acho que nem ovulando estou... Por isso comecei um tratamento com um GO novo, especialista em reprodução. Tomei Provera para provocar a menstruação e desde o primeiro dia do ciclo estou tomando indutor de ovulação e fazendo ultrassonografias seriadas para rastrear a ovulação. Estou no quarto e penúltimo dia do indutor. Tive alguns sintomas da medicação ontem à noite, como dor no lado direito da barriga e enjoo. Também tenho sentido a barriga mais inchada.
Fiquei um pouco preocupada com a dose do indutor que o médico me passou porque li na bula e nos fóruns de tentantes que o tratamento deve ser iniciado com 50mg/dia e o médico me receitou 100mg/dia. Dá um medinho de hiperestimulação, mas ele deve saber o que está fazendo... Nos próximos dias vou fazer mais ultras para acompanhar e talvez muito em breve teremos um positivo!!!



Tantas coisas!

Hoje deu vontade de escrever... e aqui estou!
Não, não estou grávida... Ainda.
Sim, Leonardo continua lindo, fofura, dengoso, sapeca, amor da minha vida!

Passei por um longo período de reflexão, de terapia e análise das minhas prioridades. Percebi que não estava feliz, que poderia pensar em alternativas para minha vida que viessem mais de encontro com o que eu espero desta minha passagem pela terra. 
Tirei da cabeça aqueles devaneios, que me faziam ficar infeliz e frustrada com minha vida. Será que fazer um mestrado me faria mesmo mais feliz? Descobri que não. Então terminei minha especialização e fique de bem...

Minha maternidade mal desempenhada (ao meu ver... mãe acho que é sinônimo de culpa) estava me incomodando. Decidi abrir mão de meio período de trabalho para ficar minhas manhãs com o Leonardo. A partir de 2016 serei uma mãe integral em meio período. À tarde, quando ele for para a escola, eu vou para o trabalho. Estou ansiosa para que chegue este tempo. Eu mereço. Ele merece. Nós merecemos, manhãs preguiçosas, beijos e abraços de bom dia, brincadeiras em meio ao trabalho doméstico (adoro isso, por incrível que pareça... a roupa que eu lavo é tão cheirosa...), cafés da manhã sem pressa, almocinho caseiro feito com amor e tempo para minha família, uns passeios esporádicos (ou não!) no parquinho. Sim, ficarei com metade do salário, mas o que mesmo que vale nesta vida?

Esse ano foi particularmente difícil no trabalho, me senti sugada até a última gota de disposição. Tive transtorno de ansiedade, depressão, enxaqueca, engordei uns 10 quilos, tudo decorrente dessa situação profissional extremamente desgastante. Trabalhei, trabalhei, trabalhei. E meu pequeno crescendo, longe dos meus olhos. Tive que passar por esse período difícil para reavaliar minhas prioridades. Busquei ajuda, fui ao psiquiatra, tomei medicamento, fiz psicoterapia e agora estou muito bem.

E em meio a esse turbilhão de sentimentos e decisões... Marido finalmente cedeu e concordou com o segundinho!!!! Eeeee, vivaaaa!!!! Estamos nas tentativas. Com algumas dificuldades, admito (helloooo, 30 anos chegando...), mas na hora que tiver que ser, será.

Delícia escrever aqui de novo!

Bjossssss


YES, NÓS TEMOS DOULA!!!

Dia desses vi uma moça perguntando num grupo do face que eu participo só de mamães da minha cidade, se alguém conhecia uma doula aqui... Eu comentei que também gostaria de saber. Já estávamos desanimadas, achando que isso não é coisa de cidade pequena quando descobrimos, que sim, NÓS TEMOS DOULA aqui na nossa cidadezinha de menos de 200 mil habitantes!!!! Uhuuuuuuu!!!!!!!! #todascomemora!!!!! rsrsrs
Conversei com a moça pelo face mesmo, e descobri que ela é fisioterapeuta obstétrica e ♥♥♥doula♥♥♥.... Ela é um amor, respondeu minhas perguntas, contou sobre seu trabalho e ficou à disposição para o que eu precisar. Amey. De cara. hehe... Alguém aqui duvida como será meu próximo parto?
Mas, afinal... você sabe o que é uma DOULA?



O que significa "doula"
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.

O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
  • diminuir em 50% as taxas de cesárea
  • diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
  • diminuir em 60% os pedidos de anestesia
  • diminuir em 40% o uso da oxitocina
  • diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

Essas informações eu retirei do site http://www.doulas.com.br/ e lá tem mais assuntos interessantes para se pesquisar.


Uma conversa sobre parto

Oi, queridas! Demorei, mas voltei. E voltei com assunto pra lá de polêmico: O PARTO. Eu já tinha ouvido falar em blog de amigas sobre o filme "O Renascimento do Parto" e estava super curiosa para assistir. E aí, gente... Foram lágrimas por todos os lados... Comecei a questionar minhas escolhas, a pensar "e se ...?". Claro que o que está feito, não se pode mudar... Mas e o que está por vir? Eu quero outro filho e muito! Por vários motivos os quais outra hora conto pro cês! Então pressupõe-se que vou passar pela experiência de parto de novo.
Assistindo o filme, relembrei a minha experiência de parto e até a preparação para ele. Foi então (e só então!) que percebi o quão desrespeitada eu fui! Hoje em dia, depois de tanto ler blogs ma-ra-vi-lho-sos, como Cientista que virou mãe, Paizinho vírgula e outros, tenho outra cabeça, outra ideia do que é PARIR um filho. Vou reproduzir aqui alguns trechos do meu relato de parto e comentar o que eu penso hoje. Vamos lá?

No dia 19 de julho tive minha última consulta de pré-natal. Na noite anterior não tinha passado muito bem, acordei com dor, vontade de ir ao banheiro, cheguei a achar que a hora estava chegando. Como a consulta seria às 9 horas da manhã, resolvi esperar. No consultório comecei a conversar com outra gestante que também teria o bebê no mesmo dia que eu e ela me contou que não tinha passado bem à noite, no mesmo horário que eu acordei. Descobrimos que teve mudança de lua naquele noite, ou seja, isso tem algum fundamento! A Dra. estava atrasada, adivinhem por que... Tinha sido chamada para fazer um parto durante a madrugada, no mesmo horário que eu e a outra mamãe acordamos nos sentindo mal. Já pensaram o que aconteceria, três gestantes dando à luz e uma médica? rsrs... Seria no mínimo emocionante.
Entrei consultar, estava tudo bem, sem dilatação, barriga enorme, pressão normal. A médica confirmou o parto para dali 3 dias, na segunda-feira.

Eu estava de 37 semanas e 6 dias, sem dilatação, pressão normal, e a médica CONFIRMOU o parto para dali quatro dia! Putz! Onde eu tava com a cabeça? Ainda não era a hora, eu poderia esperar pelo menos mais umas duas ou três semanas tranquilamente. Mas não, fui na onda da médica e MARQUEI pro meu filho nascer. De 38 semanas e 3 dias.

Fomos para o hospital, conversando e imaginando como seriam as próximas horas. Meu internamento estava marcado para as 7:30, chegamos lá às 7:20 e entramos pelo pronto socorro porque a portaria do hospital ainda estava fechada. Entreguei todos os papeis para a recepcionista, que estava com a maior cara de sono e eu toda animada para ter meu bebê! Fomos encaminhados para o andar da maternidade e lá fomos nós com as malas.A enfermeira abriu o quarto, colocamos as coisas lá dentro e ela pediu que eu separasse a primeira roupinha que o Léo ia usar. Como assim?!? Mas já??? rsrsrs!! Logo minha mãe e meu irmão chegaram. Eu peguei a roupinha, me despedi do meu marido, da mãe e do Pedro e subi com a enfermeira para o Centro Obstétrico.
Outra enfermeira veio me receber e encaminhou para uma salinha com banheiro, me entregou a camisolinha (linda! rs) e pediu que me trocasse.

Internamento? Pronto socorro? Isso lá combina com nascimento, parto, alegria? Parecia mais uma doença, uma emergência, um problema...
E esse de se DESPEDIR do marido e da família? Não soa como algo fúnebre? "Tchau, pessoal... Vou ali ter um filho e se der tudo certo, eu volto...". Vixi! Que coisa sem noção! E as acompanhantes? Duas enfermeiras que eu nunca tinha visto na vida...

Depois de me trocar fui levada a outra sala para colocar o soro e aguardar até a hora de ir para a sala de cirurgia. Na primeira vez que tentaram colocar meu soro, a veia rompeu e doeu muitooooo. Na segunda tentativa deu certo e aí eu fiquei deitadinha, sozinha, esperando me chamarem. Só eu sei o que senti ali, esperando, era um misto de alegria com medo, muitos sentimentos... Veio a enfermeira, me fez algumas perguntas e eu fui respondendo... Até que chegou numa pergunta e ela: "Acho que essa vc não vai saber... vamos para a outra" e eu "Mas o que é?", ela "A data da última menstruação". Imagiiiiiina que eu não ia saber!!! Respondi toda orgulhosa: "16 de outubro de 2011", nove meses e sete dias antes daquela data em que teria meu bebê. Ela escreveu nas pulseirinhas de identificação minha e do Leonardo o meu nome, colocou a minha e saiu novamente. Fiquei sozinha e parece que demoraram uma eternidade para voltar. Quando a enfermeira voltou, me pediu para fazer o último xixi e eu fui para o Centro Cirúrgico andando. Achei estranho, pensei que ia de maca! kkk!!

Gente... pausa para as lágrimas... Nunca na minha vida me senti tão sozinha, tão frágil e tão vulnerável quanto nesse momento que antecedeu o parto e eu estava sozinha, sozinha mesmo, sem meu marido, sem minha mãe, sem minha média, sem nenhuma enfermeira... Uma sensação tão grande de desamparo... Assustador. Eu pensei comigo "Isso deve ser normal.Todas as mulheres passam por isso. Eu é que devo ser uma fracota por estar me sentindo assim. Vamos lá, respira fundo, você vai ganhar um bebê daqui um pouco."
Isso sem falar no jeito com que as enfermeiras me trataram. Elas não foram grosseiras, mas me trataram como mais uma. Sem um pingo de sensibilidade. Arrebentaram minha veia e nem desculpas pediram, nem perguntaram se tinha doído, se eu estava bem. Nada. Eu era apenas mais uma...

Já na sala de cirurgia, o anestesista veio se apresentar e me explicar algumas coisas. A minha médica chegou, veio me abraçar e perguntar se estava tudo bem. E eu caaaalmaaa, até estava estranhando, eu não deveria estar nervosa? As enfermeiras queriam até saber quantos filhos eu já tinha!

Tive o primeiro contato com o médico anestesista sentadinha na maca que ia ganhar meu filho. Não tive consulta ates, e isso que foi pago TUDO particular...
Em meio a tanta frieza, o primeiro gesto de carinho derreteu meu coração, o abraço e a preocupação da médica. Eu recebi isso como uma coisa extraordinariamente especial. Afinal ela era A MÉDICA, e preocupada com uma mísera mãe prestes a parir! Oxe, era muita bondade da parte dela. Sabe de nada, inocente...

Então o anestesista aplicou a temida anestesia, que não é muito confortável, ainda mais porque precisa curvar muito para frente e com o barrigão fica bem difícil, mas nada insuportável. Logo comecei a sentir minhas pernas esquentando, esfriando e, por fim, formigando. Nisso a minha médica já começou a cortar minha barriga e eu " Peraí, doutora, essa anestesia já fez efeito?" rsrsrs... Parecia que eu ia sentir tudo, mas é só a sensação mesmo, não senti dor. Os médicos começaram a bater o maior papo, o anestesista contando que tinha batido o carro e não achava outro igual e blá blá blá... E eu bem quietinha, tentando saber em que pé estava a coisa. Quando a médica perguntou "Cadê o marido dela, gente?", percebi que estava muito perto de o Léo nascer. Logo o meu marido entrou, todo vestidinho de azul, touquinha e máscara, ai, ai... quantas vezes tinha imaginado aquela cena...

Ai, meu Deus!!!!! Precisa dizer alguma coisa?!? DESRESPEITO TOTAL define. Que absurdo eu ficar ali ouvindo aquelas baboseiras dos médicos que não tinham nada a ver comigo nem com aquele momento mais lindo e esperado por mim... Que triste... Triste não ser protagonista do próprio parto, triste ter que ficar quietinha TENTANDO saber EM QUE É QUE ESTAVA A {{{{{COISA}}}}}}... Affff..... 
E tudo isso SOZINHA... Sem ninguém...

Não demorou muito, a médica anunciou "Seu neném já vai nascer..." e chamou meu marido para registrar o momento.
Ouvi uns barulhinhos engraçados, não era choro... hihihi! Logo ele abriu o berreiro e o papai todo bobo:"Olha quem tá aí, o Léo!", que amor... Então trouxeram ele para eu ver. Fiquei muito emocionada, não chorei, porque estava feliz demais por ele ter nascido bem. Me surpreendi por ele ter cabelo, achei ia ser careca! E por ser mais parecido comigo, com o cabelinho castanho e não loiro como eu tinha imaginado. Pena que esses primeiros momentos são tão rápidos, mas aproveitei para conversar um pouquinho com ele, que já tinha ficado quietinho, mas quando ouviu minha voz, começou a chorar e até saiu caquinha do nariz!

Trouxeram ele para eu VER. Não pude tocar, nem cheirar, nem abraçar, nem aconchegar em meu seio aquele bebê que eu ansiosamente esperei e gerei por 9 meses. Que eu tantas vezes sonhei como seria a carinha, o cabelinho, aquele por quem me alimentei bem, tomei vitaminas, massageei e conversei com a barriga desde o primeiro dia em que soube que estava grávida... 
Me contentei em vê-lo por alguns instantes e fazê-lo ouvir a minha voz...

Levaram ele para os procedimentos enquanto terminavam minha cesárea. Logo levaram ele para os avós e o tio conhecerem e aí foi para o bercinho aquecido porque teve um pouquinho de hipotermia.
Fiquei umas três horas na recuperação, tentando movimentar as pernas para a anestesia passar logo e eu ir para o quarto com meu bebê. Cada enferemeira que passava eu perguntava "Como está meu bebê?" rsrsrs... Aho que elas já estavam sem paciência, ainda mais porque tinha um monte de mamães para ter seus bebês.
Depois de passada a recuperação, desci para o quarto e quase meia hora meu príncipe desceu também, rosado, fofinho, coisa mais linda do mundo!

Está sendo meio sofrido para mim reviver essas coisas que eu até então considerava "normais", de praxe em qualquer nascimento. Sem imaginar que existem outras formas muito mais respeitosas e amorosas de se parir um filho, de trazer uma criança ao mundo... 
Ele não precisava passar por procedimento nenhum imediatamente após o parto. Pesar? Medir? Poderia ser feito depois. Não amamentei meu filho após o parto. E isso era realmente importante.
Levaram ele para longe de mim, ver a família e eu fiquei sozinha, sem ele e ele sem mim. Essa história de hipotermia aposto que é mentira. Só agora me dou conta. É muito melhor deixar o bebê longe, nem que fique chorando. A mãe, toda anestesiada, nem vai poder ir atrás mesmo! Eu dormia e acordava, ouvindo o chorinho de um bebê, longe... E pensava: "Coitadinho desse bebê chorando...". De tão grogue eu não liguei os fatos de que era o MEU bebê. E as enfermeiras num frenesi pra lá e pra cá, não tiveram a capacidade de parar, me ouvir e responder à minha pergunta. Elas não iam falar "Ah, o seu bebê? Está lá, no berço, naquele quarto com a porta fechada, chorando." Elas estavam em uma linha de montagem, tinha muitas outras para fazer nascer seus bebês. Ah, e a "recuperação" era num corredor, com um monte de gente passando por mim, sem minha família, sem ninguém.

Meu parto foi maravilhoso, tranquilo, abençoado. Agradeço a Deus por ter passado por esse momento único na minha vida com tanta alegria e serenidade.

Depois de tudo isso, lógico que não penso mais assim. Fui ingênua, bobinha, engolida por um sistema que não leva em conta a mãe, nem o bebê, só a produtividade e o lucro. Isso tudo que depois a pediatra, vendo minha dificuldade para amamentar, teve a capacidade de falar que não era pra eu me preocupar, que ela não havia ESVAZIADO TOTALMENTE o estômago do meu bebê, por isso ele não devia estar com fome. Com perdão do palavreado: PQP!!!! Enfiaram um cano na boquinha do meu bebê que tinha acabado de nascer até o estômago! Que adulto se sujeita a isso, sem sedação, sem anestesia? Ah, claro... o bebê não pode reclamar... E a mãe dele tá lá, sendo costurada, nem tá vendo o que está se passando... Ainda que não soube e nunca vou saber o que mais fizeram lá com ele após o nascimento.


Por tudo isso, eu desejo que o próximo venha com mais amor, mais respeito, mais afeto. E que mais mulheres se empoderem do que de fato podem fazer para que o nascimento dos seus filhos sejam permeados de doces lembranças...



Beijos a todas!

Repensando as minhas escolhas


Oi! Demorei, mas voltei! A festa foi muito legal, curti cada momento, fiquei super feliz por ter conseguido comemorar de um jeito mais intimista, mais familiar, mais "de antigamente". Ultimamente tenho visto cada festão de aniversário, em buffets caros e chiques, comes, bebes, decoração, lembrancinha, tudo do mais top, tercerizadão mesmo, tipo "encomendei, paguei, tá valendo". Respeito que faz dessa forma, cada um sabe o que faz e por que faz (ou deveria saber), mas eu andava com vontade de fazer diferente.
E o diferente aconteceu! Convidei poucas pessoas, fizemos a festinha em casa, o Leonardo participou de tudo, da escolha do tema à preparação das guloseimas. Fiz questão de arrumar tudinho eu mesma, até aluguei alguns itens de decoração, mas aproveitei muitos brinquedinhos dele, tudo pensado em detalhes. Não preciso nem dizer o quanto ele curtiu estar envolvido nos preparativos... Aproveitou a festa, brincou, correu, suou, comeu o que quis, ficou bem à vontade (quer lugar pra ficar mais à vontade do que em casa, cercado de pessoas do seu convívio?).

E tudo isso tem muito a ver com o título do post... Tenho estudado tanto nos últimos meses, minha mente e meu coração parecem estar passando por uma transformação, ou talvez um re-conhecimento mesmo, no sentido de conhecer novamente o que é mais importante para mim, para meu filho, para minha família, o que me faz feliz... Sem as pressões da sociedade, do que as pessoas dizem que é o certo... 
Tudo começou timidamente através de uma página que eu me identificava no face aqui, uma lida de um texto lá, coincidiu com um curso de extensão na Universidade que alguém da escola onde trabalho teria que participar (e ninguém queria, eu me dispus), chamado "Autonomia e empoderamento das mulheres"... E aí me vi repensando tantas escolhas que já fiz, tantos dilemas que ainda vivo, e sentindo que ainda dá tempo de rever muita coisa e fazer novas escolhas.
Vou registrando aqui minhas novas descobertas, meus caminhos pra chegar até elas e compartilhar um pouquinho de tudo isso.


E, para encerrar, um pequeno trecho de um texto escrito pela Ligia Moreira Sena, do blog Cientista que virou mãe, que eu leio sempre, adoro de paixão e serve sempre de inspiração para as minhas reflexões enquanto mulher, mãe, profissional, ser humano:

Sim. Acho que estamos em um novo tempo. E acho que grande parte das dificuldades que tantos têm afirmado viver nos tempos atuais é fruto da crise que acompanha toda revolução de sociedades. Nenhuma sociedade pode mudar seus valores sem superar crises ou pontos de inflexão – ou de mutação...
Credito isso a uma maior consciência geral. A um esforço coletivo de problematização e enfrentamento.
E, também, às escolhas que muitos de nós têm feito inspirados pelo fato nada simples de: criar novos seres humanos.

Quais são os eventos capazes de mudar profundamente nossos valores e nossas vidas? A morte de alguém muito amado. A notícia de uma doença grave. A cura dessa doença. Uma perda importante. E um nascimento.
Nascimentos mudam gente. Todos os dias. E embora não mude a todos, muda muitos. E têm mudado cada vez mais. O avanço da luta pela humanização da saúde, especialmente da humanização do nascimento, tem ajudado a impulsionar uma grande transformação de valores. De valores que ajudam a tornear talvez a mais importante transformação individual e coletiva: a transformação EMANCIPATÓRIA.
Emancipar é tornar livre. É tornar independente.
Especialmente, tornar-se livre e independente dos valores esmagadores do consumo, da tecnocratização do cuidado, da coisificação da vida e do ser, da maquinização do viver, da patologização do normal, da medicalização dos afetos, da normalização da vida, da padronização da mulher e do homem.
Emancipar é um conceito que abraça o filosófico, as questões de gênero e a dimensão política. Mas que em última análise traz consigo um grande valor: ser livre. Libertar-se. [...]

Não há emancipação individual. Ela só é real e verdadeira em seu elemento coletivo. Um que saia da média, da mediana, é apenas desvio padrão, diluído, anulado – por vezes retirado por sorteio... Mas muitos promovendo novos valores, novos números, são capazes de alterar os valores de centro da curva. 

“Pessoas que se enquadram cegamente no coletivo fazem de si mesmas meros objetos materiais, anulando-se como sujeitos dotados de motivação própria. Inclui-se aí a postura de tratar os outros como massa amorfa. Uma democracia não deve apenas funcionar, mas sobretudo trabalhar o seu conceito, e para isso exige pessoas emancipadas. Só é possível imaginar a verdadeira democracia como uma sociedade de emancipados”

Estou de volta!

Depois de quase dois anos mergulhada exclusivamente no mundo da maternidade, eu estou de volta! Neste tempo curti (e continuo curtindo) cada detalhezinho da vida e do desenvolvimento do meu precioso Leonardo. Vivi intensamente estes primeiros anos como mãe e, quem é mãe deve saber, ficamos meio desligadas de tudo mais... Voltei a trabalhar quando ele estava com 6 meses (o que fazer?), confesso que não rendi como nos outros anos... Fechei minha escola para me dedicar meio período para meu pimpolho e a vida foi seguindo. Ano passado já foi um pouco melhor, consegui me dedicar ao trabalho, mas sempre rodeada com os dilemas de ser mãe (acho que isso será eterno)... Assumi um novo concurso, coloquei o Léo na escola em período integral e assim estamos indo.
Este ano senti uma vontade enorme de me reencontrar enquanto pessoa, profissional, amiga, arteira, criativa, vaidosa, mulher e isso tudo só me torna uma MÃE ainda melhor! Meu filho é minha maior prioridade, sempre. Mas é vida tem muitas facetas e depois que nos tornamos mães, precisamos conciliar tudo o que já existia com essa nova fase, cheia de amor, descobertas, amadurecimento. Em resumo: estou muito feliz!
Tenho feito muitas coisinhas diferentes para minha casa, quero mostrar! Estou numa reeducação alimentar, emagrecendo devagarinho, quero compartilhar! Enfim... muitas coisinhas de Kris!



Ser mãe é...


- Comprar mil roupinhas pro filho e só depois lembrar que quem estava precisando de roupas novas era ela;
- Rezar para que o filho durma e quando ele dorme, rezar para que ele acorde logo;
- Cantarolar músicas infantis o tempo inteiro, mesmo quando o filho não está por perto;
- Olhar para o bebê inúmeras vezes e mal acreditar que ele realmente existe;
- Aprender a cozinhar, dar banho, trocar roupa e tudo que jamais soube fazer;
- Perceber que agora o mundo gira em torno de um único ser;
- Querer saber o tempo todo se a cria está bem quando está longe;
- Chorar de desespero, de cansaço, mas esquecer de tudo quando vê aquele sorriso que só os filhos sabem dar;
- Tornar o assunto “filhos” o mais interessante do mundo;
- Perder alguns amigos e ganhar muitos outros por conta disso;
- Agarrar, apertar, morder;
- Amar o cheiro de chulé daqueles pézinhos;
- Saber ser esposa/mulher/funcionária/mãe tudo ao mesmo tempo;
- Querer livrar o filho de todo mal, mesmo sabendo que isso é impossível;
- Descobrir que o amor não vem de uma vez, que ele chega aos pouquinhos e cresce exponencialmente com o passar do tempo.
Enfim, ser mãe é tudo aquilo e muito mais do que imaginamos, é mágico, é sofrido, mas acima de tudo, é maravilhoso!

Texto retirado daqui!
 
Bom fim de semana...
Beijos

Mamãe também é gente!

Ando desanimada de postar... Sinto falta das amiguinhas que visitavam sempre meu blog. Até pensei em abrir o blog novamente, mas essa semana soube que até um conhecido do trabalho do marido "acompanhava" nossa vida através dos posts....  AFFFFÃÃÃOOO!!! Por essas e outras ele vai continuar PRIVADO!
Maasss... voltando ao título do post de hoje, às vezes parece tão difícil voltar a se sentir gente bonita depois do parto, né? Eu pelo menos tive que dar um up esses dias porque tava decaindo a coisa! rsrs
Comprei uns esmaltes novos (cadê jeitinho pra ir ao salão?), dei uma tonalizada nos cabelos (que não viam uma tinta há mais de nove meses...) e tenho tentado depilar e fazer sobrancelha em casa mesmo.
 
Esse foi um dos esmaltes que comprei.
Imagem retirada daqui

Esse tonalizante deu um jeitinho no cabelo,
ficou mais macio e brilhante
 
 Agora, os quilinhos a mais tem insistido em me acompanhar, mesmo amamentando... Outra coisa muuuito esquisita é a barriga no pós-parto, e o pior é que provavelamente ela nunca mais será a mesma, por um motivo óbvio que eu não tinha me tocado e me dei conta lendo no Babycenter: os músculos foram CORTADOS e COSTURADOS!!!!! Mas cumé que eu nunca tinha pensado nisso antes???Claro que é por um motivo mais que justíssimo....
 
MEU LEONARDO!
 
 
Bjossss!
 

Relato do parto

 
Resolvi registrar o parto do Leonardo para não deixar perder-se através do tempo tudo o que passamos até chegar ao lindo e mágico momento de ter nosso filho nos braços.
No dia 19 de julho tive minha última consulta de pré-natal. Na noite anterior não tinha passado muito bem, acordei com dor, vontade de ir ao banheiro, cheguei a achar que a hora estava chegando. Como a consulta seria às 9 horas da manhã, resolvi esperar. No consultório comecei a conversar com outra gestante que também teria o bebê no mesmo dia que eu e ela me contou que não tinha passado bem à noite, no mesmo horário que eu acordei. Descobrimos que teve mudança de lua naquele noite, ou seja, isso tem algum fundamento! A Dra. estava atrasada, adivinhem por que... Tinha sido chamada para fazer um parto durante a madrugada, no mesmo horário que eu e a outra mamãe acordamos nos sentindo mal. Já pensaram o que aconteceria, três gestantes dando à luz e uma médica? rsrs... Seria no mínimo emocionante.
Entrei consultar, estava tudo bem, sem dilatação, barriga enorme, pressão normal. A médica confirmou o parto para dali 3 dias, na segunda-feira.
No domingo, às vésperas do grande dia, passei tranquila, almocei na minha mãe e à tarde fui na sogra. Confesso que cheguei um pouquinho cansada em casa, deveria ter repousado mais. À noite fiz a última refeição antes de iniciar o jejum, fui colocar as últimas coisas na minha mala e aí a ansiedade começou a dar as caras.
Noite anterior ao parto
Estava cansada mas não consegui dormir bem, despertava por qualquer coisinha e ficava olhando o horário no celular.
Às 5 e pouquinho da manhã eu não aguentei e levantei, fui tomar banho, fazer escova no cabelo, dar uma maquiadinha básica e o coração à mil, só pensava que faltava muito pouco!
O marido acordou, se arrumou e colocou as malas no carro.

Pausa para foto antes de sair de casa!
Fomos para o hospital, conversando e imaginando como seriam as próximas horas. Meu internamento estava marcado para as 7:30, chegamos lá às 7:20 e entramos pelo pronto socorro porque a portaria do hospital ainda estava fechada. Entreguei todos os papeis para a recepcionista, que estava com a maior cara de sono e eu toda animada para ter meu bebê! Fomos encaminhados para o andar da maternidade e lá fomos nós com as malas.
 
No sofazinho em frente ao quarto que eu fiquei.
A enfermeira abriu o quarto, colocamos as coisas lá dentro e ela pediu que eu separasse a primeira roupinha que o Léo ia usar. Como assim?!? Mas já??? rsrsrs!! Logo minha mãe e meu irmão chegaram. Eu peguei a roupinha, me despedi do meu marido, da mãe e do Pedro e subi com a enfermeira para o Centro Obstétrico.
Outra enfermeira veio me receber e encaminhou para uma salinha com banheiro, me entregou a camisolinha (linda! rs) e pediu que me trocasse.
Depois de me trocar fui levada a outra sala para colocar o soro e aguardar até a hora de ir para a sala de cirurgia. Na primeira vez que tentaram colocar meu soro, a veia rompeu e doeu muitooooo. Na segunda tentativa deu certo e aí eu fiquei deitadinha, sozinha, esperando me chamarem. Só eu sei o que senti ali, esperando, era um misto de alegria com medo, muitos sentimentos... Veio a enfermeira, me fez algumas perguntas e eu fui respondendo... Até que chegou numa pergunta e ela: "Acho que essa vc não vai saber... vamos para a outra" e eu "Mas o que é?", ela "A data da última menstruação". Imagiiiiiina que eu não ia saber!!! Respondi toda orgulhosa: "16 de outubro de 2011", nove meses e sete dias antes daquela data em que teria meu bebê. Ela escreveu nas pulseirinhas de identificação minha e do Leonardo o meu nome, colocou a minha e saiu novamente. Fiquei sozinha e parece que demoraram uma eternidade para voltar. Quando a enfermeira voltou, me pediu para fazer o último xixi e eu fui para o Centro Cirúrgico andando. Achei estranho, pensei que ia de maca! kkk!!
Já na sala de cirurgia, o anestesista veio se apresentar e me explicar algumas coisas. A minha médica chegou, veio me abraçar e perguntar se estava tudo bem. E eu caaaalmaaa, até estava estranhando, eu não deveria estar nervosa? As enfermeiras queriam até saber quantos filhos eu já tinha!
Então o anestesista aplicou a temida anestesia, que não é muito confortável, ainda mais porque precisa curvar muito para frente e com o barrigão fica bem difícil, mas nada insuportável. Logo comecei a sentir minhas pernas esquentando, esfriando e, por fim, formigando. Nisso a minha médica já começou a cortar minha barriga e eu " Peraí, doutora, essa anestesia já fez efeito?" rsrsrs... Parecia que eu ia sentir tudo, mas é só a sensação mesmo, não senti dor. Os médicos começaram a bater o maior papo, o anestesista contando que tinha batido o carro e não achava outro igual e blá blá blá... E eu bem quietinha, tentando saber em que pé estava a coisa. Quando a médica perguntou "Cadê o marido dela, gente?", percebi que estava muito perto de o Léo nascer. Logo o meu marido entrou, todo vestidinho de azul, touquinha e máscara, ai, ai... quantas vezes tinha imaginado aquela cena...
Não demorou muito, a médica anunciou "Seu neném já vai nascer..." e chamou meu marido para registrar o momento:
Primeira foto do Leonardo
Ouvi uns barulhinhos engraçados, não era choro... hihihi! Logo ele abriu o berreiro e o papai todo bobo:"Olha quem tá aí, o Léo!", que amor... Então trouxeram ele para eu ver. Fiquei muito emocionada, não chorei, porque estava feliz demais por ele ter nascido bem. Me surpreendi por ele ter cabelo, achei ia ser careca! E por ser mais parecido comigo, com o cabelinho castanho e não loiro como eu tinha imaginado. Pena que esses primeiros momentos são tão rápidos, mas aproveitei para conversar um poquinho com ele, que já tinha ficado quietinho, mas quando ouviu minha voz, começou a chorar e até saiu caquinha do nariz!
 
Nosso primeiro encontro... ♥
 
Levaram ele para os procedimentos enquanto terminavam minha cesárea. Logo levaram ele para os avós e o tio conhecerem e aí foi para o bercinho aquecido porque teve um pouquinho de hipotermia.
 
Conhecendo os avós e o titio
 
Fiquei umas três horas na recuperação, tentando movimentar as pernas para a anestesia passar logo e eu ir para o quarto com meu bebê. Cada enferemeira que passava eu perguntava "Como está meu bebê?" rsrsrs... Aho que elas já estavam sem paciência, ainda mais porque tinha um monte de mamães para ter seus bebês.
Depois de passada a recuperação, desci para o quarto e quase meia hora meu príncipe desceu também, rosado, fofinho, coisa mais linda do mundo!
 
Meu fofolindo!
 
Meu parto foi maravilhoso, tranquilo, abençoado. Agradeço a Deus por ter passado por esse momento único na minha vida com tanta alegria e serenidade.
 
"Oi, mamãe! Já estou aqui..."
 
 
Beijos, meninas!
Boa semaninha para vcs!
 
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