Pages

Eu que fiz - Aniversário tema "Fusquinha"

Então quer dizer que a pessoa aqui que vos fala coloca mil ideias para o níver do filhote e depois não tem a decência de vir mostrar o que que deu? Hehe! Antes tarde do que nunca! Ainda mais que já estou pensando na próxima festinha! #internaessamãe!
Vamos lá?

Essa era a árvore de lembrancinhas, que eram chaveirinhos de feltro em forma de fusquinha. Montei esse cenariozinho na sala de entrada da minha casa, aliguei o banquinho e o caixote. O quadrinho de giz eu comprei e os cones peguei emprestado...


Essa estante é do quarto de brincar do Leonardo. Peguei alguns brinquedinhos dele para compor: caixinha de ferramentas, livrinhos sobre carros, radinho estilo vintage... Além dos personalizados que eu fiz: graxinha de chocolate, água do Leonardo e estopa car's (algodão doce no potinho). O papai deu sua contribuição coletando embalagens de óleo nos postos de combustíveis!

Fiz toppers para os docinhos em formato de placas de trânsito!

Fiz gelatinas nas cores da festa: azul e vermelho. Também comprei aqueles pacotinhos de brindes com fusquinhas e colei nos potinhos de acrílico com jujuba dentro. Detalhe para o fusca e os carrinhos - todos brinquedinhos que o aniversariante ama!

Fiz pirulitos de marshmallow!

Detalhe do caixote de feira com o quadrinho de giz! Ninguém repara que faltou a "cedilha", faz favor! rs

Estopa car's de algodão doce!

Fiz também chapeuzinhos pernonalizados (que eu esqueci na hora!) e tubetes com confeti. Ficou tudo muito fofo! Eu amei! E logo tem mais: 3 anos do Leonardo (em julho próximo... rs).

Bjokas!!!

Keep calm because...

...Deus sabe o que faz!
Cês sabem que eu tinha DIU, né? Não sabem? Pois é... em janeiro do ano passado, quando o Léozinho estava com 6 meses, eu coloquei o Mirena, o famoso DIU hormonal. Ele é bom em alguns aspectos: não tem risco de esquecer (como a pílula), eu fiquei praticamente sem menstruação por mais de um ano... Mas eu engordei e inchei bastante, fiquei com a pele e o cabelo mais oleoso, bem irritada e com a libido lááááááá no chão... Mas mesmo assim fiquei com ele por quase dois anos, mais por insistência do marido (por que será? acomodado rs).
Tudo ia relativamente bem até que semana passada comecei a sentir dores no lado esquerdo da barriga, apalpava e doía bastante. Senti a barriga até mais inchada do que o normal. Isso era numa quinta-feira. Passou sexta e no sábado senti bastante dor. Estava amoada, com vontade de ficar deitada, não estava legal... E a dor aumentando. Mandei msg pra minha médica e ela pediu pra eu marcar consulta na segunda. Eu até tentei, mas só tinha horário para depois de novembro... do ano que vem!!!! Posso com isso?!? Mandei outra msg pra ela, que me passou um pedido de ecografia. Consegui marcar horário só para a quarta-feira pra fazer a eco. Quando fui na clínica, o médico do ultrasson percebeu que meu DIU estava mal posicionado, muito abaixo do normal. Quando foi olhar os ovários... vixi! A coisa enfeiou! O direito estava tudo bem, mas o esquerdo... vi estrelas quando posicionou o aparelho! E o que tinha lá? Um CISTO HEMORRÁGICO, que deixou meu ovário quatro vezes maior do que o normal. Fiquei super nervosa. Passei deixar a eco no consultório da minha médica e pedi pra que ela me retornasse assim que possível.
Fui buscar o Léo na escola e quando voltei pro carro já tinha uma chamada perdida no celular do consultório. E logo a secretária já ligou novamente falando que a médica queria me ver no dia seguinte, cedo. Nem preciso dizer que fiquei mais preocupada ainda! Essa quarta-feira ficou estragada pra mim... Tinha até aniversário de uma amiga e nem quis ir... A cabeça cheia de minhocas!
No dia seguinte fui pra minha consulta e, resumindo, o cisto é devido ao DIU Mirena. A médica falou que é comum acontecer isso com quem tem ele e que provavelmente eu iria fazer mais cistos como aquele. Affff... ninguém merece... Diante disso resolvemos tirar o dito cujo! \o/ rsrs
Estava morrendo de medo da dor, porque pra colocar doeu pra caramba! Mas que nada, ela fez uma eco na hora e viu bem certinho onde estava e pinçou ele sem dificuldades. Que alíviooooooooo!!!!!
Fiquei ultra-mega-power feliz!!!!! Meu sonho do segundinho ficou muito mais próximo!!! Claro que saí de lá com uma receita do anticoncepcional Iumi (que promete maravilhas na bula!), pro marido não ficar tão desesperado... kkkk
Mas é isso... Estou feliz e animada pra preparar o casulinho pra mais um baby, quem sabe pro ano que vem!
Beijocas!!!


YES, NÓS TEMOS DOULA!!!

Dia desses vi uma moça perguntando num grupo do face que eu participo só de mamães da minha cidade, se alguém conhecia uma doula aqui... Eu comentei que também gostaria de saber. Já estávamos desanimadas, achando que isso não é coisa de cidade pequena quando descobrimos, que sim, NÓS TEMOS DOULA aqui na nossa cidadezinha de menos de 200 mil habitantes!!!! Uhuuuuuuu!!!!!!!! #todascomemora!!!!! rsrsrs
Conversei com a moça pelo face mesmo, e descobri que ela é fisioterapeuta obstétrica e ♥♥♥doula♥♥♥.... Ela é um amor, respondeu minhas perguntas, contou sobre seu trabalho e ficou à disposição para o que eu precisar. Amey. De cara. hehe... Alguém aqui duvida como será meu próximo parto?
Mas, afinal... você sabe o que é uma DOULA?



O que significa "doula"
A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve". Nos dias de hoje, aplica-se às mulheres que dão suporte físico e emocional a outras mulheres antes, durante e após o parto.
Antigamente a parturiente era acompanhada durante todo o parto por mulheres mais experientes, suas mães, as irmãs mais velhas, vizinhas, geralmente mulheres que já tinham filhos e já haviam passado por aquilo. Depois do parto, durante as primeiras semanas de vida do bebê, estavam sempre na casa da mulher parida, cuidando dos afazeres domésticos, cozinhando, ajudando a cuidar das outras crianças.
Conforme o parto foi passando para a esfera médica e nossas famílias foram ficando cada vez menores, fomos perdendo o contato com as mulheres mais experientes. Dentro de hospitais e maternidades, a assistência passou para as mãos de uma equipe especializada: o médico obstetra, a enfermeira obstétrica, a auxiliar de enfermagem, o pediatra. Cada um com sua função bastante definida no cenário do parto.
O médico está ocupado com os aspectos técnicos do parto. As enfermeiras obstetras passam de leito em leito, se ocupando hora de uma, hora de outra mulher. As auxiliares de enfermeira cuidam para que nada falte ao médico e à enfermeira obstetra. O pediatra cuida do bebê. Apesar de toda a especialização, ficou uma lacuna: quem cuida especificamente do bem estar físico e emocional daquela mãe que está dando à luz? Essa lacuna pode e deve ser preenchida pela doula ou acompanhante do parto.
O ambiente impessoal dos hospitais, a presença de grande número de pessoas desconhecidas em um momento tão íntimo da mulher, tende a fazer aumentar o medo, a dor e a ansiedade. Essas horas são de imensa importância emocional e afetiva, e a doula se encarregará de suprir essa demanda por emoção e afeto, que não cabe a nenhum outro profissional dentro do ambiente hospitalar.

O que a doula faz?
Antes do parto a ela orienta o casal sobre o que esperar do parto e pós-parto. Explica os procedimentos comuns e ajuda a mulher a se preparar, física e emocionalmente para o parto, das mais variadas formas.
Durante o parto a doula funciona como uma interface entre a equipe de atendimento e o casal. Ela explica os complicados termos médicos e os procedimentos hospitalares e atenua a eventual frieza da equipe de atendimento num dos momentos mais vulneráveis de sua vida. Ela ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto e parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens, relaxamento, etc..
Após o parto ela faz visitas à nova família, oferecendo apoio para o período de pós-parto, especialmente em relação à amamentação e cuidados com o bebê.

A doula e o pai ou acompanhante
A doula não substitui o pai (ou o acompanhante escolhido pela mulher) durante o trabalho de parto, muito pelo contrário. O pai muitas vezes não sabe bem como se comportar naquele momento. Não sabe exatamente o que está acontecendo, preocupa-se com a mulher, acaba esquecendo de si próprio. Não sabe necessariamente que tipo de carinho ou massagem a mulher está precisando nessa ou naquela fase do trabalho de parto.
Eventualmente o pai sente-se embaraçado ao demonstrar suas emoções, com medo que isso atrapalhe sua companheira. A doula vai ajudá-lo a confortar a mulher, vai mostrar os melhores pontos de massagem, vai sugerir formas de prestar apoio à mulher na hora da expulsão, já que muitas posições ficam mais confortáveis se houver um suporte físico.

O que a doula não faz?
A doula não executa qualquer procedimento médico, não faz exames, não cuida da saúde do recém-nascido. Ela não substitui qualquer dos profissionais tradicionalmente envolvidos na assistência ao parto. Também não é sua função discutir procedimentos com a equipe ou questionar decisões.
Vantagens
As pesquisas têm mostrado que a atuação da doula no parto pode:
  • diminuir em 50% as taxas de cesárea
  • diminuir em 20% a duração do trabalho de parto
  • diminuir em 60% os pedidos de anestesia
  • diminuir em 40% o uso da oxitocina
  • diminuir em 40% o uso de forceps.
Embora esses números refiram-se a pesquisas no exterior, é muito provável que os números aqui sejam tão favoráveis quanto os acima mostrados.

Essas informações eu retirei do site http://www.doulas.com.br/ e lá tem mais assuntos interessantes para se pesquisar.


Uma conversa sobre parto

Oi, queridas! Demorei, mas voltei. E voltei com assunto pra lá de polêmico: O PARTO. Eu já tinha ouvido falar em blog de amigas sobre o filme "O Renascimento do Parto" e estava super curiosa para assistir. E aí, gente... Foram lágrimas por todos os lados... Comecei a questionar minhas escolhas, a pensar "e se ...?". Claro que o que está feito, não se pode mudar... Mas e o que está por vir? Eu quero outro filho e muito! Por vários motivos os quais outra hora conto pro cês! Então pressupõe-se que vou passar pela experiência de parto de novo.
Assistindo o filme, relembrei a minha experiência de parto e até a preparação para ele. Foi então (e só então!) que percebi o quão desrespeitada eu fui! Hoje em dia, depois de tanto ler blogs ma-ra-vi-lho-sos, como Cientista que virou mãe, Paizinho vírgula e outros, tenho outra cabeça, outra ideia do que é PARIR um filho. Vou reproduzir aqui alguns trechos do meu relato de parto e comentar o que eu penso hoje. Vamos lá?

No dia 19 de julho tive minha última consulta de pré-natal. Na noite anterior não tinha passado muito bem, acordei com dor, vontade de ir ao banheiro, cheguei a achar que a hora estava chegando. Como a consulta seria às 9 horas da manhã, resolvi esperar. No consultório comecei a conversar com outra gestante que também teria o bebê no mesmo dia que eu e ela me contou que não tinha passado bem à noite, no mesmo horário que eu acordei. Descobrimos que teve mudança de lua naquele noite, ou seja, isso tem algum fundamento! A Dra. estava atrasada, adivinhem por que... Tinha sido chamada para fazer um parto durante a madrugada, no mesmo horário que eu e a outra mamãe acordamos nos sentindo mal. Já pensaram o que aconteceria, três gestantes dando à luz e uma médica? rsrs... Seria no mínimo emocionante.
Entrei consultar, estava tudo bem, sem dilatação, barriga enorme, pressão normal. A médica confirmou o parto para dali 3 dias, na segunda-feira.

Eu estava de 37 semanas e 6 dias, sem dilatação, pressão normal, e a médica CONFIRMOU o parto para dali quatro dia! Putz! Onde eu tava com a cabeça? Ainda não era a hora, eu poderia esperar pelo menos mais umas duas ou três semanas tranquilamente. Mas não, fui na onda da médica e MARQUEI pro meu filho nascer. De 38 semanas e 3 dias.

Fomos para o hospital, conversando e imaginando como seriam as próximas horas. Meu internamento estava marcado para as 7:30, chegamos lá às 7:20 e entramos pelo pronto socorro porque a portaria do hospital ainda estava fechada. Entreguei todos os papeis para a recepcionista, que estava com a maior cara de sono e eu toda animada para ter meu bebê! Fomos encaminhados para o andar da maternidade e lá fomos nós com as malas.A enfermeira abriu o quarto, colocamos as coisas lá dentro e ela pediu que eu separasse a primeira roupinha que o Léo ia usar. Como assim?!? Mas já??? rsrsrs!! Logo minha mãe e meu irmão chegaram. Eu peguei a roupinha, me despedi do meu marido, da mãe e do Pedro e subi com a enfermeira para o Centro Obstétrico.
Outra enfermeira veio me receber e encaminhou para uma salinha com banheiro, me entregou a camisolinha (linda! rs) e pediu que me trocasse.

Internamento? Pronto socorro? Isso lá combina com nascimento, parto, alegria? Parecia mais uma doença, uma emergência, um problema...
E esse de se DESPEDIR do marido e da família? Não soa como algo fúnebre? "Tchau, pessoal... Vou ali ter um filho e se der tudo certo, eu volto...". Vixi! Que coisa sem noção! E as acompanhantes? Duas enfermeiras que eu nunca tinha visto na vida...

Depois de me trocar fui levada a outra sala para colocar o soro e aguardar até a hora de ir para a sala de cirurgia. Na primeira vez que tentaram colocar meu soro, a veia rompeu e doeu muitooooo. Na segunda tentativa deu certo e aí eu fiquei deitadinha, sozinha, esperando me chamarem. Só eu sei o que senti ali, esperando, era um misto de alegria com medo, muitos sentimentos... Veio a enfermeira, me fez algumas perguntas e eu fui respondendo... Até que chegou numa pergunta e ela: "Acho que essa vc não vai saber... vamos para a outra" e eu "Mas o que é?", ela "A data da última menstruação". Imagiiiiiina que eu não ia saber!!! Respondi toda orgulhosa: "16 de outubro de 2011", nove meses e sete dias antes daquela data em que teria meu bebê. Ela escreveu nas pulseirinhas de identificação minha e do Leonardo o meu nome, colocou a minha e saiu novamente. Fiquei sozinha e parece que demoraram uma eternidade para voltar. Quando a enfermeira voltou, me pediu para fazer o último xixi e eu fui para o Centro Cirúrgico andando. Achei estranho, pensei que ia de maca! kkk!!

Gente... pausa para as lágrimas... Nunca na minha vida me senti tão sozinha, tão frágil e tão vulnerável quanto nesse momento que antecedeu o parto e eu estava sozinha, sozinha mesmo, sem meu marido, sem minha mãe, sem minha média, sem nenhuma enfermeira... Uma sensação tão grande de desamparo... Assustador. Eu pensei comigo "Isso deve ser normal.Todas as mulheres passam por isso. Eu é que devo ser uma fracota por estar me sentindo assim. Vamos lá, respira fundo, você vai ganhar um bebê daqui um pouco."
Isso sem falar no jeito com que as enfermeiras me trataram. Elas não foram grosseiras, mas me trataram como mais uma. Sem um pingo de sensibilidade. Arrebentaram minha veia e nem desculpas pediram, nem perguntaram se tinha doído, se eu estava bem. Nada. Eu era apenas mais uma...

Já na sala de cirurgia, o anestesista veio se apresentar e me explicar algumas coisas. A minha médica chegou, veio me abraçar e perguntar se estava tudo bem. E eu caaaalmaaa, até estava estranhando, eu não deveria estar nervosa? As enfermeiras queriam até saber quantos filhos eu já tinha!

Tive o primeiro contato com o médico anestesista sentadinha na maca que ia ganhar meu filho. Não tive consulta ates, e isso que foi pago TUDO particular...
Em meio a tanta frieza, o primeiro gesto de carinho derreteu meu coração, o abraço e a preocupação da médica. Eu recebi isso como uma coisa extraordinariamente especial. Afinal ela era A MÉDICA, e preocupada com uma mísera mãe prestes a parir! Oxe, era muita bondade da parte dela. Sabe de nada, inocente...

Então o anestesista aplicou a temida anestesia, que não é muito confortável, ainda mais porque precisa curvar muito para frente e com o barrigão fica bem difícil, mas nada insuportável. Logo comecei a sentir minhas pernas esquentando, esfriando e, por fim, formigando. Nisso a minha médica já começou a cortar minha barriga e eu " Peraí, doutora, essa anestesia já fez efeito?" rsrsrs... Parecia que eu ia sentir tudo, mas é só a sensação mesmo, não senti dor. Os médicos começaram a bater o maior papo, o anestesista contando que tinha batido o carro e não achava outro igual e blá blá blá... E eu bem quietinha, tentando saber em que pé estava a coisa. Quando a médica perguntou "Cadê o marido dela, gente?", percebi que estava muito perto de o Léo nascer. Logo o meu marido entrou, todo vestidinho de azul, touquinha e máscara, ai, ai... quantas vezes tinha imaginado aquela cena...

Ai, meu Deus!!!!! Precisa dizer alguma coisa?!? DESRESPEITO TOTAL define. Que absurdo eu ficar ali ouvindo aquelas baboseiras dos médicos que não tinham nada a ver comigo nem com aquele momento mais lindo e esperado por mim... Que triste... Triste não ser protagonista do próprio parto, triste ter que ficar quietinha TENTANDO saber EM QUE É QUE ESTAVA A {{{{{COISA}}}}}}... Affff..... 
E tudo isso SOZINHA... Sem ninguém...

Não demorou muito, a médica anunciou "Seu neném já vai nascer..." e chamou meu marido para registrar o momento.
Ouvi uns barulhinhos engraçados, não era choro... hihihi! Logo ele abriu o berreiro e o papai todo bobo:"Olha quem tá aí, o Léo!", que amor... Então trouxeram ele para eu ver. Fiquei muito emocionada, não chorei, porque estava feliz demais por ele ter nascido bem. Me surpreendi por ele ter cabelo, achei ia ser careca! E por ser mais parecido comigo, com o cabelinho castanho e não loiro como eu tinha imaginado. Pena que esses primeiros momentos são tão rápidos, mas aproveitei para conversar um pouquinho com ele, que já tinha ficado quietinho, mas quando ouviu minha voz, começou a chorar e até saiu caquinha do nariz!

Trouxeram ele para eu VER. Não pude tocar, nem cheirar, nem abraçar, nem aconchegar em meu seio aquele bebê que eu ansiosamente esperei e gerei por 9 meses. Que eu tantas vezes sonhei como seria a carinha, o cabelinho, aquele por quem me alimentei bem, tomei vitaminas, massageei e conversei com a barriga desde o primeiro dia em que soube que estava grávida... 
Me contentei em vê-lo por alguns instantes e fazê-lo ouvir a minha voz...

Levaram ele para os procedimentos enquanto terminavam minha cesárea. Logo levaram ele para os avós e o tio conhecerem e aí foi para o bercinho aquecido porque teve um pouquinho de hipotermia.
Fiquei umas três horas na recuperação, tentando movimentar as pernas para a anestesia passar logo e eu ir para o quarto com meu bebê. Cada enferemeira que passava eu perguntava "Como está meu bebê?" rsrsrs... Aho que elas já estavam sem paciência, ainda mais porque tinha um monte de mamães para ter seus bebês.
Depois de passada a recuperação, desci para o quarto e quase meia hora meu príncipe desceu também, rosado, fofinho, coisa mais linda do mundo!

Está sendo meio sofrido para mim reviver essas coisas que eu até então considerava "normais", de praxe em qualquer nascimento. Sem imaginar que existem outras formas muito mais respeitosas e amorosas de se parir um filho, de trazer uma criança ao mundo... 
Ele não precisava passar por procedimento nenhum imediatamente após o parto. Pesar? Medir? Poderia ser feito depois. Não amamentei meu filho após o parto. E isso era realmente importante.
Levaram ele para longe de mim, ver a família e eu fiquei sozinha, sem ele e ele sem mim. Essa história de hipotermia aposto que é mentira. Só agora me dou conta. É muito melhor deixar o bebê longe, nem que fique chorando. A mãe, toda anestesiada, nem vai poder ir atrás mesmo! Eu dormia e acordava, ouvindo o chorinho de um bebê, longe... E pensava: "Coitadinho desse bebê chorando...". De tão grogue eu não liguei os fatos de que era o MEU bebê. E as enfermeiras num frenesi pra lá e pra cá, não tiveram a capacidade de parar, me ouvir e responder à minha pergunta. Elas não iam falar "Ah, o seu bebê? Está lá, no berço, naquele quarto com a porta fechada, chorando." Elas estavam em uma linha de montagem, tinha muitas outras para fazer nascer seus bebês. Ah, e a "recuperação" era num corredor, com um monte de gente passando por mim, sem minha família, sem ninguém.

Meu parto foi maravilhoso, tranquilo, abençoado. Agradeço a Deus por ter passado por esse momento único na minha vida com tanta alegria e serenidade.

Depois de tudo isso, lógico que não penso mais assim. Fui ingênua, bobinha, engolida por um sistema que não leva em conta a mãe, nem o bebê, só a produtividade e o lucro. Isso tudo que depois a pediatra, vendo minha dificuldade para amamentar, teve a capacidade de falar que não era pra eu me preocupar, que ela não havia ESVAZIADO TOTALMENTE o estômago do meu bebê, por isso ele não devia estar com fome. Com perdão do palavreado: PQP!!!! Enfiaram um cano na boquinha do meu bebê que tinha acabado de nascer até o estômago! Que adulto se sujeita a isso, sem sedação, sem anestesia? Ah, claro... o bebê não pode reclamar... E a mãe dele tá lá, sendo costurada, nem tá vendo o que está se passando... Ainda que não soube e nunca vou saber o que mais fizeram lá com ele após o nascimento.


Por tudo isso, eu desejo que o próximo venha com mais amor, mais respeito, mais afeto. E que mais mulheres se empoderem do que de fato podem fazer para que o nascimento dos seus filhos sejam permeados de doces lembranças...



Beijos a todas!

Repensando as minhas escolhas


Oi! Demorei, mas voltei! A festa foi muito legal, curti cada momento, fiquei super feliz por ter conseguido comemorar de um jeito mais intimista, mais familiar, mais "de antigamente". Ultimamente tenho visto cada festão de aniversário, em buffets caros e chiques, comes, bebes, decoração, lembrancinha, tudo do mais top, tercerizadão mesmo, tipo "encomendei, paguei, tá valendo". Respeito que faz dessa forma, cada um sabe o que faz e por que faz (ou deveria saber), mas eu andava com vontade de fazer diferente.
E o diferente aconteceu! Convidei poucas pessoas, fizemos a festinha em casa, o Leonardo participou de tudo, da escolha do tema à preparação das guloseimas. Fiz questão de arrumar tudinho eu mesma, até aluguei alguns itens de decoração, mas aproveitei muitos brinquedinhos dele, tudo pensado em detalhes. Não preciso nem dizer o quanto ele curtiu estar envolvido nos preparativos... Aproveitou a festa, brincou, correu, suou, comeu o que quis, ficou bem à vontade (quer lugar pra ficar mais à vontade do que em casa, cercado de pessoas do seu convívio?).

E tudo isso tem muito a ver com o título do post... Tenho estudado tanto nos últimos meses, minha mente e meu coração parecem estar passando por uma transformação, ou talvez um re-conhecimento mesmo, no sentido de conhecer novamente o que é mais importante para mim, para meu filho, para minha família, o que me faz feliz... Sem as pressões da sociedade, do que as pessoas dizem que é o certo... 
Tudo começou timidamente através de uma página que eu me identificava no face aqui, uma lida de um texto lá, coincidiu com um curso de extensão na Universidade que alguém da escola onde trabalho teria que participar (e ninguém queria, eu me dispus), chamado "Autonomia e empoderamento das mulheres"... E aí me vi repensando tantas escolhas que já fiz, tantos dilemas que ainda vivo, e sentindo que ainda dá tempo de rever muita coisa e fazer novas escolhas.
Vou registrando aqui minhas novas descobertas, meus caminhos pra chegar até elas e compartilhar um pouquinho de tudo isso.


E, para encerrar, um pequeno trecho de um texto escrito pela Ligia Moreira Sena, do blog Cientista que virou mãe, que eu leio sempre, adoro de paixão e serve sempre de inspiração para as minhas reflexões enquanto mulher, mãe, profissional, ser humano:

Sim. Acho que estamos em um novo tempo. E acho que grande parte das dificuldades que tantos têm afirmado viver nos tempos atuais é fruto da crise que acompanha toda revolução de sociedades. Nenhuma sociedade pode mudar seus valores sem superar crises ou pontos de inflexão – ou de mutação...
Credito isso a uma maior consciência geral. A um esforço coletivo de problematização e enfrentamento.
E, também, às escolhas que muitos de nós têm feito inspirados pelo fato nada simples de: criar novos seres humanos.

Quais são os eventos capazes de mudar profundamente nossos valores e nossas vidas? A morte de alguém muito amado. A notícia de uma doença grave. A cura dessa doença. Uma perda importante. E um nascimento.
Nascimentos mudam gente. Todos os dias. E embora não mude a todos, muda muitos. E têm mudado cada vez mais. O avanço da luta pela humanização da saúde, especialmente da humanização do nascimento, tem ajudado a impulsionar uma grande transformação de valores. De valores que ajudam a tornear talvez a mais importante transformação individual e coletiva: a transformação EMANCIPATÓRIA.
Emancipar é tornar livre. É tornar independente.
Especialmente, tornar-se livre e independente dos valores esmagadores do consumo, da tecnocratização do cuidado, da coisificação da vida e do ser, da maquinização do viver, da patologização do normal, da medicalização dos afetos, da normalização da vida, da padronização da mulher e do homem.
Emancipar é um conceito que abraça o filosófico, as questões de gênero e a dimensão política. Mas que em última análise traz consigo um grande valor: ser livre. Libertar-se. [...]

Não há emancipação individual. Ela só é real e verdadeira em seu elemento coletivo. Um que saia da média, da mediana, é apenas desvio padrão, diluído, anulado – por vezes retirado por sorteio... Mas muitos promovendo novos valores, novos números, são capazes de alterar os valores de centro da curva. 

“Pessoas que se enquadram cegamente no coletivo fazem de si mesmas meros objetos materiais, anulando-se como sujeitos dotados de motivação própria. Inclui-se aí a postura de tratar os outros como massa amorfa. Uma democracia não deve apenas funcionar, mas sobretudo trabalhar o seu conceito, e para isso exige pessoas emancipadas. Só é possível imaginar a verdadeira democracia como uma sociedade de emancipados”

Onde paramos mesmo?

Genteeeeee, sério que já faz tanto tempo assim que não venho aqui?!? Ô, loco, esta vida anda muito corrida mesmo!!!!
Ando às voltas com o aniversário do pequeno que faz 2 aninhos mês que vem, decidindo várias coisinhas, adiantando o que consigo e assim vamos...
Este ano vou fazer uma comemoração bem íntima, em casa mesmo. Mas nem por isso deixará de ser planejada com todo o carinho e cuidado com tudo que tenho relacionado ao meu pimpolho!
E o tema deste ano será.....
CARRINHO!

Ele ama, é doido por carro, até tinha pensado em fazer do Mickey, mas quando perguntei pra ele o que preferia, a resposta foi "CAO". Então vamos lá, festinha de carro para o Leonardo!

E, como sempre, o amigo Google nos dá aquela força nas inspirações:






















Não vou contratar decoração, eu mesma vou fazer tudo com ajuda da minha mãe, pesquisei muito na net sobre essa [nova] onda de comemorar em casa o aniversário, com aquela carinha de "mamãe que fez", sabem, aniversários de antigamente? Estou animada!
É isso aí, muitas ideias, cabeça à mil e tempo pra que te quero para fazer tudo o que eu preciso!!!!
Bjossssss

O quarto de brincar

Fiz uma arrumação, joguei o que estava quebrado, guardei váááários brinquedos no sótão para ir fazendo um rodízio, organizei as coisinhas pequenas em latas de leite encapadinhas e separei os brinquedos por categoria. Deu trabalho, mas ficou uma fofurinha, além de muito mais chamativo para o Léo, que adorou participar da arrumação! Ainda quero fazer mais umas coisas, como comprar um tapete maior, colocar umas almofadas, um espelho, pendurar os quadrinhos na parede... Mas isso vou fazendo aos poucos, o importante é que o principal já foi feito!
Esqueci de tirar foto do ANTES, mas esta aqui dá uma ideia de como a bagunça era...
Léo e a bisa brincando

Visão geral

Alfabeto, frutas, tempo e formas

Cantinho de exposição das artes

Mesinha com os quadrinhos que ainda vou colocar na parede

Potes com: acessórios, carinhos, bichinhos, tintas e palitos

Brinquedos separados: bonecos, peças, instrumentos musicais, coisas pequenas
e, ao lado, dvd's, cd's e livros

O que acharam do cantinho de brincar do Léo?
Beijos...
Lilypie Fourth Birthday tickers

PitaPata Dog tickers

PitaPata Dog tickers

Daisypath Anniversary tickers

Daisypath Anniversary tickers